1) A religião alcança mais pessoas do que a corrente
A corrente mediúnica é parte importante de uma casa, mas não resume a Umbanda. Há consulentes que aprendem profundamente, há pessoas que frequentam com respeito, há estudantes que se transformam sem nunca incorporar e há trabalhadores que servem de formas silenciosas. Reduzir a religião à mediunidade é empobrecer sua força educativa.
2) Nem todo chamado é para incorporar
Algumas pessoas são chamadas a estudar, outras a corrigir a própria vida, outras a servir com presença, outras a apoiar projetos, outras a amadurecer a fé. A pressa em transformar todo interesse espiritual em desenvolvimento mediúnico pode gerar confusão, ansiedade e vaidade.
3) O consulente também precisa de consciência
Quem busca atendimento também participa do campo espiritual da casa. A forma como chega, escuta, pergunta, agradece, interpreta e aplica uma orientação revela maturidade. O consulente não deve ser tratado como figurante da religião, mas como alguém em processo de aprendizado.
4) Pertencer não depende de cargo
Há pessoas que têm cargo e pouca consciência. Há pessoas sem cargo que carregam respeito, seriedade e compromisso. O valor espiritual de alguém não se mede apenas pela função que ocupa, mas pela postura que sustenta diante da vida.
5) A Umbanda também forma seres humanos
Quando a religião é vivida com profundidade, ela não ensina apenas ponto, vela, guia e gira. Ela ensina responsabilidade, humildade, escuta, limite, disciplina, respeito e caridade. Isso serve para médiuns e não médiuns.
Tenho reduzido a Umbanda apenas à incorporação?
Busco crescimento espiritual mesmo sem ocupar cargo religioso?
Minha postura como consulente ou estudante demonstra respeito pela religião?
Conclusão
A Umbanda não é só para médium. Ela é uma escola espiritual e humana que alcança todos os que se aproximam com respeito, consciência e responsabilidade. Incorporar pode ser uma função, mas amadurecer é uma necessidade de todos.
