Conduta do médium dentro e fora do terreiro
O médium representa sua corrente também quando não está de branco. Conduta é parte do fundamento.
Vestir branco é assumir responsabilidade
O médium que veste branco assume uma função dentro de um campo coletivo. Isso não o torna superior, mas o torna mais responsável. Sua postura interfere na corrente, no consulente, na imagem da casa e no próprio desenvolvimento espiritual.
Conduta mediúnica não se limita ao momento da gira. A forma como o médium fala, trabalha, convive, cuida do corpo, trata a família, lida com dinheiro, reage a conflitos e se comporta fora do terreiro também revela sua maturidade.
Dentro do terreiro
Fora do terreiro
Fora da gira, o médium continua sendo responsável por sua vida. Não adianta buscar firmeza espiritual e viver de forma completamente desregrada, agressiva, irresponsável ou incoerente. A espiritualidade não exige perfeição, mas exige honestidade de caminho.
O médium precisa observar como age quando ninguém está olhando. É ali que muita coisa se revela: orgulho, vaidade, preguiça, vitimismo, fuga, falta de palavra, falta de disciplina e resistência à mudança.
O que compromete a conduta
- Fofoca dentro da corrente.
- Comparação entre médiuns e entidades.
- Disputa por atenção do dirigente ou dos guias.
- Exposição irresponsável de experiências espirituais.
- Uso da mediunidade para ganhar status.
- Resistência constante à orientação recebida.
- Vida pessoal completamente desalinhada com o discurso espiritual.
Conduta é construção
Ninguém chega pronto. O problema não é ter falhas; é se recusar a olhar para elas. O médium comprometido não se apresenta como alguém perfeito, mas como alguém disposto a ser educado pelo caminho.
A verdadeira firmeza não está em parecer espiritualizado, mas em sustentar postura quando o ego é contrariado, quando recebe correção, quando precisa esperar e quando não ocupa o centro.
